quarta-feira, 30 de maio de 2012

parte 01/04


Coragem! Toda empresa acerta e erra;
aprenda a gerenciar sucessos e fracassos

Empreender é ter coragem de jogar toda a sua vida e suas economias num projeto que acredite com tal intensidade que venha a descobrir ao longo de sua trajetória, muito antes do que imaginava, o quanto perdeu de tempo e dinheiro ao deixar que seu talento fosse aproveitado para gerar valor para terceiros.

Todos nós somos profissionalmente talhados para empreender.

Cada vez mais somos multifuncionais e agregamos valor todos os dias a cada decisão que tomamos. Para no fim do mês, recebermos um holerite fixo, muitas vezes já corroído pela inflação, alguns tapinhas nas costas e acompanharmos, à distância, os altos escalões da organização contabilizar os ganhos que ajudamos a gerar.

Empreender por conta própria exige muito mais do que o capital inicial. Exige coragem para se jogar num mundo no qual temos que nos antecipar às tendências e nos preparar para ajustar às expectativas do nosso nicho de mercado. Daí o medo e a insegurança, que nos fazem acomodar e sonhar com um emprego vitalício.

É possível tentar trabalhar ao longo de 35 anos numa mesma empresa e ser mais ou menos realizado pessoal e profissionalmente. A energia que você terá que usar para gerenciar as políticas internas, superar as pequenas maldades e as incorporações que a empresa fará ou se submeterá será imensa.

Todo esforço pode, de repente, ser em vão, pois você pode ser informado que se tornou redundante; a empresa pode falir ou o estresse continuado comprometer cronicamente seu coração e o invalidar para a função definitivamente.

O que o leva para nosso primeiro parágrafo e o fará se jogar com todo seu talento e ousadia no novo empreendimento com a esperança de conseguir, depois de algumas décadas, colher frutos que garantirão sua velhice e ainda sobrar alguma coisinha para deixar de herança.

Qual caminho seguir? O de empreendedor, é claro.

 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O trabalho da criança


O trabalho da criança

Em seu livro A Criança,   Maria Montessori afirmava  que o trabalho da criança é construir o homem que ela virá a ser.  E eu fiquei me perguntando qual será o trabalho do homem? Construir o velho que um dia ele virá a ser?

A resposta encontrei em Hermann Hesse: "A vida de cada homem é encontrar um caminho até si mesmo...” Se essa é sua tarefa, seu viver não lhe é dado, ele tem que fazer o caminho com seu caminhar, como nos adverte Antonio Machado.

A diferença entre a criança e o homem não reside na diversidade de suas tarefas, ela pode ser encontrada no fato de que a criança se entrega de corpo e alma à sua missão. O homem, no entanto, evita olhar para dentro, seus olhos buscam tudo que está fora à sua volta, mesmo que seja para resolver seus próprios anseios. Vive se enganando quando sonha com @ companheir@ que lhe trará toda a felicidade do mundo; ou procurando um médico, indicado por alguém, que tem uma fórmula para parar de fumar ou de beber.

Da mesma forma, a aprovação e o reconhecimento por seus atos são buscados no exterior; os aplausos por um bom trabalho, um olhar de aprovação de nossos pares quando estamos bem vestidos, admiração quando surgimos dirigindo o carro do ano. Sempre pedimos a opinião de outros quando queremos comprar um livro, assistir a um filme no cinema e, até mesmo, escolher a escola para nossos filhos.

Claro está que a opinião de uma pessoa mais experiente pode nos ajudar a fazer nossas escolhas mais acertadamente, porém, ficarmos reféns do externo quando há tanto acumulado no interno, a mim parece um completo non-sense.

Depois de passar por um processo de coaching, conquistamos principalmente a capacidade de olhar para dentro de nós mesmos para encontrar nos níveis mais profundos de nossa consciência e de nosso ser a grande sabedoria natural que ali está armazenada e adormecida mas que pode prover  a energia essencial  para nossas transformações, mudanças significativas e sustentáveis.